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Redação Gamersfera
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Final Fantasy Resonance prova que o HD-2D funciona. Agora a Square Enix precisa nos surpreender

Resonance chega a todas as plataformas com boas análises, e o HD-2D virou a fórmula mais confiável da Square Enix. Aposta inteligente, mas conforto não pode ser o plano inteiro.

Publicado
22 de outubro de 2026
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Foto: Square Enix / Steam (uso editorial)

Quando uma publicadora lança um jogo no mesmo dia para PS5, Xbox Series, Nintendo Switch 2 e PC, ela não está apostando. Está colhendo os frutos de uma receita. É assim que lemos Final Fantasy Resonance, que chega hoje, e é por isso que achamos que o HD-2D virou, em silêncio, a zona de conforto da Square Enix.

Resonance é o primeiro Final Fantasy feito no estilo HD-2D. Ele reconstrói a história e os personagens do jogo para celular Brave Exvius, já encerrado, como um RPG tradicional de console, sem gacha e sem microtransações, como descreve a análise da IGN. A Digital Foundry observa que a Square Enix "estabeleceu uma fórmula de sucesso" com o HD-2D e que o jogo roda bem em todas as plataformas.

A fórmula é uma aposta realmente inteligente

Primeiro, vamos dar crédito: o HD-2D é um visual que funciona de imediato em um trailer e vende nostalgia sem o custo de uma produção AAA completa. As análises que temos sugerem uma execução excelente. O revisor do RPGSite continuava impressionado com o estilo depois de 40 horas. O Push Square acha que o jogo supera os remakes HD-2D de Dragon Quest, "comparativamente estáticos", graças ao trabalho de câmera cinematográfico.

A lógica comercial também é clara. O VGC noticiou em 2024 que a Square Enix disse que as vendas de Final Fantasy 7 Rebirth e Final Fantasy 16 ficaram abaixo das expectativas e que mudaria de estratégia. Um jogo mais barato, estilizado e por turnos em todas as plataformas é a resposta lógica. Achamos que é uma proteção sensata, não cínica.

Reciclar uma história de celular é o sinal discreto

É aqui que ficamos menos à vontade. Resonance não é uma história nova. É Brave Exvius, reconstruído. As análises elogiam a reconstrução, e a IGN a compara ao que a Square Enix fez com Octopath Traveler 0. Mas todas voltam à mesma fraqueza. O Push Square chama o enredo de "muito, muito previsível". O RPGSite diz que a narrativa perde força perto do fim e que o jogo "não é realmente sobre nada".

É uma crítica reveladora. Pelo argumento do RPGSite, os melhores títulos da série tinham um tema unificador. Um jogo montado sobre a estrutura de um elenco de gacha, em que cada continente serve ao arco de um personagem, dificilmente terá um. Em nossa visão, esse é o custo real da zona de conforto. O visual e o combate são problemas resolvidos. O que falta é a ideia.

Conforto é ótimo, desde que não seja o destino

O combate, segundo todos, é a exceção. Tanto o RPGSite quanto o Push Square destacam o sistema de stagger e as Visions, que funcionam como classes intercambiáveis e remetem a heróis de Final Fantasy do passado. A IGN faz uma ressalva: com as fraquezas elementares, a build ideal pode ser óbvia, e a primeira metade foi fácil. Ou seja, até a melhor parte joga um pouco no seguro.

Nosso veredito: se você gosta dos Final Fantasy da era dos 16 bits, Resonance parece uma recomendação fácil, e os bons resultados técnicos fazem dele uma ótima escolha em qualquer plataforma. Eu evitaria, porém, a versão para Xbox Series S, já que a Digital Foundry constatou que a imagem em 720p suaviza o pixel art a ponto de distrair.

Para a Square Enix, a lição é outra. O HD-2D conquistou seu lugar, mas estilo não é história. Da próxima vez que o estúdio recorrer a essa fórmula, queremos um mundo novo e algo a dizer, não só um formato querido embrulhando material antigo. O conforto levou Resonance até aqui. A surpresa é o que faria o próximo importar.

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